Devaneio diário 05:
Percebi que, além de mim mesmo, outras pessoas
sentiram a falta, ou a grande diferença entre o “Lukão” antigo e o novo “Lucas”.
Tampouco alguns perceberam que eu havia mudado, como também afastaram-se de
mim. Caiu-me a ficha quando outra pessoa houvera me dito esse mesmo fato. Agora,
nesse momento me entrego a derrota, e percebo o quanto minha própria vida
declinou por uma condição natural de mudança da minha parte. Levando à me
perguntar se eu devo mesmo me dar como
derrotado e voltar a ser o que eu não sou mais, forçado, contra minha própria
natureza, ou continuar sendo o que eu sou agora, e tirar o melhor proveito da
minha essência verdadeira?
Não
passei pelo que eu passei pra voltar atrás. Se tudo aquilo que aconteceu me fez
me tornar um outro Lucas, não foi atoa. Isso vai além do carma, além da religião,
além da existência de Deus, uma vez que cada mínima coisa que se faça, grandes
consequências haverão no futuro. Portanto, escolhi acreditar que esse eu de
agora será necessário num futuro distante. Eu me sentia na obrigação de ser o
antigo Lukão, pois muitos se afastaram de mim, outros sentem saudade do que eu
era antigamente, e assim fui me forçando a ser aquela versão de ouro que todos
gostavam, e quanto mais eu me via distante de mim mesmo, mais no fundo do poço
eu me sentia.
Ou seja eu me perdi, e
não consigo ser eu de novo, certo? Errado.
Eu estou sendo eu nesse
exato momento, não estou longe de mim mesmo,
apenas não sou mais o que eu era anteriormente, não
significa que para eu viver sendo eu
mesmo, eu precise necessariamente me entregar e viver como os outros desejam.
Numa
postagem onde eu dizia sentir saudade de mim mesmo, me disseram nos comentários
: “Para cara, você é foda”. Esse comentário poderia ser qualquer um dos vários
e vários comentários para aumentar auto estima de alguém, mas esse comentário
em especifico me deixou claro que:
Para
alguém me admirar e gostar da minha presença legitimamente, eu não preciso ser
o eu antigo, de tal jeito aqui ou ali, ainda mais que isso, isso não me impede
de que eu possa ter uma vida legal só por que não sou mais o eu antigo. Dessa
forma, é entendível que as pessoas sintam falta da minha essência antiga, uma
vez que elas se importam comigo e gostam da minha presença, porém a grande
questão não está em ser quem eu era antes, perfeito da mesma maneira que eu era
anteriormente, mas sim um novo eu lapidado, completo e pleno.
A
questão aqui é eu passo por tempos onde minha mente anda atormentada e confusa,
levando-me a estar distante de uma pessoa sã e plena. Porém, nos tempos em que
tudo na minha mente se acertar, poderei usufruir da felicidade sem todas
aquelas paranoias de rebobinar o tempo e fazer tudo de novo como era antes.
Aconselho-me
aqui, por meio deste diário secreto, que eu não foque em ser o que eu era
antes, mas sim o melhor do que eu posso ser hoje, e dessa forma desfrutarei da
minha existência plena.