O Vazio agora Tem nome e não tem forma

 

Eu te procurei

Procurei por você por muitos anos


Acreditei ter te encontrado todas elas

E em todas elas, eu de fato encontrei


Mas quem disse que eu soube o que fazer com você ?


No meu interior, reinava um desejo eminente, eu fugia dele


Mas vou correr do verdadeiro amor? fugir de você ?


Nisso tudo tinha um segredo


As estrelas eram assustadoramente distantes


Até eu descobrir que elas estavam em mim, e que eu era uma delas


Eu Tinha perdido meus caminhos tantas vezes


Mas ele é bom, e me trouxe de novo pra elas.


Foi difícil entender e lutar, mas agora eu estou de fato em um caminho


Longe de casa, eu enxerguei as mentiras


Elas nunca precisaram se esconder para que eu pudesse me acalmar




Fjarlægur draumur fæðist Þetta er ágætis byrjun

 

Um sonho distante começa a germinar, isso é um bom começo


Portas e janelas Brilhantes  nos meus sonhos, quase adentrando-as. Eles se repetem de tempos e tempos.

Cheias de informações que agora começam a fazer sentido, eu estou perto, tendendo a voltar, mas não volto, ainda com minhas dificuldades


A Tarefa de diferenciar uma psicose para um insight verdadeiro e divino é que eles te motivam, te inspiram ou ressaltam suas virtudes

Como eu poderia dizer ao meu eu antigo que eu teria uma força e uma criatividade tão forte ?

Eu nunca teria coragem de dizer isso se fosse anos atrás, mas eu já estava fazendo.


Qual dos psicologos da minha adolescência diriam que minha estratégias seriam nenhuma daquelas que me disseram ?

O Poder criativo, manisfestando até nas resoluções de problemas que eu nem sabia que estava resolvendo.


Não há como voltar, eu estou no caminho, vencendo minha luta, e eu guiarei outros.

Chame de louco, todos os mais venerados foram Loucos


A solidão vinha de dentro

Corra do que você é, e você voltará novamente ao que você é 

Crie seus dogmas para significar  a vida, você perderá a experiência que a vida pode proporcionar

Respeite seu espaço, seus valores e seus ritmos, e você conhecerá você cada vez mais


Conheça você cada vez mais, e você conhecerá a verdade da sua vida



A Realidade em que o pêndulo continua se movendo é completamente impossível de se ter paz
Ensaio por Lucas Bressan Resende.
           
            O Universo, tanto no seu macro espaço quanto no seu micro, é uniformemente regido por algumas regras no seu Todo. Dessa forma, tanto o funcionamento de sistemas solares como a da sua própria mente como um pequeno grão de areia pensante no universo, estão submetidos e imersos nas regras do Todo. Todas as coisas ao seu redor estão se movendo, se expandindo e oscilando. Poderia vir aqui e explicar sobre todas as 7 Regras do Universo pelo Hermetismo, mas há uma lei em específico onde somos infelizmente fadados e subordinados a essa mesmas condições eternamente : O Pêndulo.
            Desde o incalculável princípio de tudo, o universo se expande, muda, e se oscila constantemente. Nós como produtos da evolução do todo, assim como ele, nos oscilamos constantemente, pois nada está parado e tudo de move. A Poucos dias eu estive me perguntando e me indagando sobre a fascinante e improvável situação onde o mundo fosse harmonioso e pacífico, onde todos os polos da terra poderiam conectar-se entre si, longe das demasiadas maldições da ignorância e do ódio. Coloquei-me numa situação onde eu em algum momento pudesse estar vivendo sobre um mundo hipotético onde tudo coexiste entre si na mais perfeita paz. Habitei naquele mundo platônico por alguns minutos, até que em demasiado momento eu me dei conta de que enquanto o pêndulo se mover, o mal sempre existirá, e portanto o bem continuará existindo junto a ele. Pois onde o pendulo vai a esquerda e retorna à direita, a completa unanimidade do bom nunca existirá, pois a condição do universo, seja onde ele estiver, sempre irá oscilar, e assim sempre irá ser.
            Somos todos Fadados a conviver com o bom e o mal como produto da imperfeição humana, portanto como não se há fugitivo da Lei Universal, você sempre será um bom cidadão.
            Desse modo, me entrego a movimentação do pêndulo e deixo tudo acontecer esperando ele voltar.

Devaneio diário 05:

Percebi que, além de mim mesmo, outras pessoas sentiram a falta, ou a grande diferença entre o “Lukão” antigo e o novo “Lucas”. Tampouco alguns perceberam que eu havia mudado, como também afastaram-se de mim. Caiu-me a ficha quando outra pessoa houvera me dito esse mesmo fato. Agora, nesse momento me entrego a derrota, e percebo o quanto minha própria vida declinou por uma condição natural de mudança da minha parte. Levando à me perguntar se eu devo mesmo me dar como derrotado e voltar a ser o que eu não sou mais, forçado, contra minha própria natureza, ou continuar sendo o que eu sou agora, e tirar o melhor proveito da minha essência verdadeira?
            Não passei pelo que eu passei pra voltar atrás. Se tudo aquilo que aconteceu me fez me tornar um outro Lucas, não foi atoa. Isso vai além do carma, além da religião, além da existência de Deus, uma vez que cada mínima coisa que se faça, grandes consequências haverão no futuro. Portanto, escolhi acreditar que esse eu de agora será necessário num futuro distante. Eu me sentia na obrigação de ser o antigo Lukão, pois muitos se afastaram de mim, outros sentem saudade do que eu era antigamente, e assim fui me forçando a ser aquela versão de ouro que todos gostavam, e quanto mais eu me via distante de mim mesmo, mais no fundo do poço eu me sentia.
Ou seja eu me perdi, e não consigo ser eu de novo, certo? Errado.
Eu estou sendo eu nesse exato momento, não estou longe de mim mesmo,
apenas não sou mais o que eu era anteriormente, não significa que para  eu viver sendo eu mesmo, eu precise necessariamente me entregar  e viver como os outros desejam.
            Numa postagem onde eu dizia sentir saudade de mim mesmo, me disseram nos comentários : “Para cara, você é foda”. Esse comentário poderia ser qualquer um dos vários e vários comentários para aumentar auto estima de alguém, mas esse comentário em especifico me deixou claro que:
            Para alguém me admirar e gostar da minha presença legitimamente, eu não preciso ser o eu antigo, de tal jeito aqui ou ali, ainda mais que isso, isso não me impede de que eu possa ter uma vida legal só por que não sou mais o eu antigo. Dessa forma, é entendível que as pessoas sintam falta da minha essência antiga, uma vez que elas se importam comigo e gostam da minha presença, porém a grande questão não está em ser quem eu era antes, perfeito da mesma maneira que eu era anteriormente, mas sim um novo eu lapidado, completo e pleno.
            A questão aqui é eu passo por tempos onde minha mente anda atormentada e confusa, levando-me a estar distante de uma pessoa sã e plena. Porém, nos tempos em que tudo na minha mente se acertar, poderei usufruir da felicidade sem todas aquelas paranoias de rebobinar o tempo e fazer tudo de novo como era antes.
            Aconselho-me aqui, por meio deste diário secreto, que eu não foque em ser o que eu era antes, mas sim o melhor do que eu posso ser hoje, e dessa forma desfrutarei da minha existência plena.


Do chumbo ao Ouro
         Encontro-me como chumbo, a forma mais pobre e sem valor dentre os minérios existenciais: O Eu confuso, perturbado, despreparado, inseguro e incompleto.  O Arquétipo do chumbo onde me encontro é a forma mais poética, fantasiosa e mística de dizer que ando incompleto e despreparado, longe da minha própria essência, do meu verdadeiro eu. Dedico-me então, a alquimia psicológica, onde o grande trabalho da alquimia é transformar o chumbo no ouro, no eu na sua forma mais valiosa, mais completa e preparada, na essência mais pura e sólida.
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Todo dia, do início ao fim do dia, trabalho constantemente na alquimia do meu ser, procurando a essência do ouro em meio ao chumbo do ser.
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Lucas Bressan Resende
( )
16/04/2020


Devaneio diário 04:
“Pergunto-me, o que é felicidade? O que torna uma pessoa feliz?”
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Não consigo descrever o que sinto olhando para janela por cerca das 17:30, sempre as mesmas indagações existenciais refletidas em cada rajada de sol entre as paredes da cidade. É nesse momento que tudo se apresenta lindo, calmo, belo, e de brinde levo devaneios e pensamentos de um momento melancólico.
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Ó sol, por que levastes junto a ti meus únicos momentos de calmaria mental?
Por que tornastes tudo tão belo até ir embora?
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Junto ao gosto do leite ao ver as rajadas amareladas do doce sol, pergunto-me o que de fato pode tornar a vida tão doce e feliz quanto o próprio entardecer.
Sem respostas, sem explicações:
A Felicidade no final de tudo é só o bem estar do presente
É o aconchego da alma no calor do corpo
É o conforto da alma no momento
E para responder o que é a felicidade
O Homem deve primeiro perguntar o que lhe faz feliz

Lucas Bressan Resende
(  )
04/04/2020


Devaneio diário 03:
-Q u e b r a n d o   a   q u a r t a   p a r e d e-
            “Fora do aconchego das quatro paredes infernais, a luz da liberdade clareia a escuridão existencial”.
            Estamos então, fadados ao confinamento mental, onde nos trancamos juntos com nossos pensamentos dentro de um quarto. Onde cada pensamento se torna um peixe nadando aqui, nesse mesmo lugar onde sentamos para fazer sempre as mesmas coisas.
            Sufocando com sempre os mesmos pensamentos nessa piscina de devaneios, a procura pelo novo e pelo diferente se torna um nado que nem sempre tem impulso, porque dessas quatro paredes só se sai quando se abre a porta.
            Sou um ser humano com suas necessidades vitais como quaisquer outras, e determinado momento necessito sair para restabelecer meu estoque.
            E no momento que saí, todas as coisas pareciam muito mais simples do que eu imaginava, tudo agora parecia mais vasto.
Não sei de fato se eu sou maluco, mas o que me complica diariamente é que minha mente materializa cada devaneio e cada pensamento que me destrói dentro do meu quarto, onde cada vez que eu entro, vejo eles nadando por ali.
O que me leva a crer que meu quarto é uma piscina de pensamentos destrutivos, onde só me resta abrir a porta pra apreciar a liberdade mental por algum tempo.
Todas essas coisas aparentemente se dão pela forma que costumo ficar aqui, procurando algo de novo freneticamente, sem nem ao menos ter o que desfrutar pra me satisfazer, sobrando então meus devaneios destrutivos para preencher minha mente.
Por isso,
Devo sair desse inferno, ao menos que pra ver os carros passarem da janela.

Lucas Bressan Resende
(  )
03/04/2020